segunda-feira, 30 de abril de 2012

AVA02 - Ontologia








Ontologia


          A Ontologia estuda as essências antes que sejam fatos da ciência explicativa e depois que se tornaram estranhas para nós. A ontologia investiga a essência ou sentido do ente físico ou natural, do ente psíquico, lógico, matemático, estético, ético, temporal, espacial, etc. investiga as diferenças e as relações entre eles, seu modo próprio de existir, sua origem, sua finalidade. Ontologia é um ramo da filosofia que lida com a nossa constituição mais íntima, é um modo especifico de compreender a nós mesmos no mundo, se dá pela compreensão do nosso ser, da nossa essência daquilo que somos verdadeiramente. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

D25-5_ED01- Mito

MITO, NO ÂMBITO DA CULTURA OCIDENTAL

Como processo de compreensão da realidade, o mito não é lenda, pura fantasia, mas verdade. A verdade do mito, porém, resulta de uma intuição compreensiva da realidade, cujas raízes se fundam, na emoção e na afetividade. Nesse sentido, antes de interpretar o mundo de maneira argumentativa, o mito expressa o que desejamos ou tememos, como somos atraídos pelas coisas ou como delas nos afastamos. Para melhor circunscrever o conceito de mito, precisamos de outro componente – o mistério –, pois ele sempre é um enigma a ser decifrado e como tal representa nosso espanto diante do mundo.
Considerados há muito tempo como antagônicos, mito e filosofia protagonizam atualmente uma (re)conciliação. Desde os primórdios, a Filosofia, busca do saber, é entendida como um discurso racional que surgiu para se contrapor ao modelo mítico desenvolvido na Grécia Antiga e que serviu como base de sua Paideia (educação). A palavra mito é grega e significa contar, narrar algo para alguém que reconhece o proferidor do discurso como autoridade sobre aquilo que foi dito.


VIRGEM APARECIDA
            Corria o ano de 1717. O Conde de Assumar, Governador de São Paulo e Minas Gerais, era esperado em Guaratinguetá. Os pescadores da vila forma avisados de que deveriam trazer o melhor peixe para a refeição do Governador e sua comitiva.
             Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, moradores nas margens do rio Paraíba, cumpriram a ordem das autoridades, partindo de manhã cedo. Logo que chegaram ao meio do rio, lançaram nas águas a rede escura da tarrafa. Repetiram os lanços muitas vezes. E nada de peixe. Os pescadores já estavam desanimados, quando sentiram que a rede tinha envolvido alguma coisa. Retirando-a do rio, os pescadores viram, enrolada no tecido da rede, uma imagem feminina de barro cozido. Os homens tinham pescado o corpo de uma santa.
            Faltava-lhe, porém, a cabeça. Pouco adiante, outro lanço da rede trouxe à tona a cabeça da santa. Era uma imagem de Nossa Senhora, de invocação desconhecida, e obra de um santeiro anônimo.
            Depois do precioso achado, o peixe abundou na rede dos pescadores. Cada lanço trazia para a canoa uma torrente de peixes, grandes e prateados. Antes do cair da tarde, foi preciso terminar a pescaria, porque a pequena embarcação mal se podia suster à flor das águas.
            Os pescadores desceram a terra, cantando de alegria. Filipe Pedroso ficou com a imagem. Chamaram-na Virgem Aparecida, porque “apareceu” para a devoção do povo.
            Filipe Pedroso a conservou em sua casa, em Lourenço Sá, durante seis anos. Depois, foi morar em Ponte Alta e aí venerou a imagem durante outros nove anos. Finalmente, fixou-se em Itaguaçu, lugar do achado, e aí a deu ao seu filho Atanásio Pedroso.
            A Virgem Aparecida presidia às orações domésticas na humildade vivenda do filho do pescador. Uma noite, uma lufada de vento apagou as duas velas que iluminavam a imagem. Silvana da Rocha levantou-se para reacendê-las. Subitamente, as velas resplandeceram sozinhas.
            A fama da imagem milagrosa se espalhou. O lugar em que ela se achava passou a chamar-se Aparecida. O vigário de Guaratinguetá, padre José Alves de Vilela, fez construir a primeira capelinha da Virgem, Aparecida em 1743.
            Milagres sucessivos levaram o nome da santa imagem a todos os recantos do Brasil. A antiga capela foi  substituída por uma linda igreja, transformada, depois, em basílica. E, sob a invocação de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, a imagem achada nas águas do rio Paraíba foi declarada pelo Papa Pio XI, em 1930, a “Padroeira de todo o Brasil”.



Referências: JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.

SANTOS, Theobaldo Miranda, 1904-1971.
Lendas e mitos do Brasil / Theobaldo Miranda Santos. – 14. – São Paulo : Editora Nacional, 1994.

D25-5_AVA01- Filosofia e Filosofia de vida


Filosofia é uma ciência questionadora, que busca incansavelmente o objeto do  saber, plena descoberta do inesperado, não se limita a descobertas cientificas, frases e respostas prontas. Quando nos reconhecemos não sabedores das verdades, estamos prontos para imergir num mundo de pesquisa e auto conhecimento. 
A sua preocupação está voltada há uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão humana, à qual somos instigados a buscar constantemente, essa busca e essa verdade não são finitas.
A Filosofia de vida nos faz refletir sobre o que é melhor para nós e para o meio em que vivemos. Diante de determinadas situações, a reflexão filosófica nos ajuda para fazermos a melhor escolha, a opção mais eficaz. Deve haver um equilíbrio entre razão e emoção. Quando usamos só a razão nos tornamos insensíveis diante de muitas realidades, mas, só o uso da emoção também não favorece nas escolhas. É possível a qualquer pessoa propor questões filosóficas. De fato, na medida em que somos seres racionais e sensíveis, sempre damos sentido às coisas. Esse filosofar espontâneo de todos nós, chamamos de filosofia de vida. A Filosofia acontece no dia-a-dia da nossa vida, basta nos darmos conta disso.